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Belém do Pará, a lenda

Na região onde hoje se ergue a cidade de Belém do Pará, existe uma bela lenda que merece ser contada. E que segundo:

Reza uma lenda ou história, que tem passado de geração em geração, que em certa altura, à muito tempo atrás havia uma tribo. Que se deparava com um crescimento demográfico muito grande e que a região estava a ficar sem alimentos suficientes para alimentar todos os habitantes e viviam cada vez com maiores dificuldades. E como os membros da tribo cresciam em numero de dia para dia, o cacique Itaki reuniu, o seu povo, para lhes falar do perigo de fome que a tribo iria enfrentar se continuasse a crescer. Decidiram então, em conselho de anciãos, guerreiros e curandeiros, que todas as crianças que nascidas daquela data em diante, teriam de ser “sacrificadas”, para manter os numeros da população sustentáveis.

Supoêm-se  que essa medida teve um impacto tal, que se passou muitas luas, sem que nenhuma criança nascesse. Contudo, um certo dia, Iaçá, a filha do cacique Itaki, deu à luz uma linda criança, no entanto, não tardou a que  o Conselho Tribal se reunisse e pedisse a Itaki que cumprisse o que havia sido decidido e sacrifica-se a sua neta e filha de Iaçá. Itaki, um guerreiro de palavra, deu seguimento ao que foi a sua ordem e ordenou o sacrifício.

Ao saber de tal destino para a sua criança, Iaçá tudo fez para que o pai poupasse a vida da filha, pois os tempos estavam a mudar e os campos estavam verdejantes e que em breve os alimentos e a caça não tardaria a abundar na região. O pai e cacique Itaki, porém, não podia falhar com a sua palavra e a criança foi sacrificada. Iaçá fechou-se na sua tenda, e por lá ficou por quase dois dias de joelhos, rogando à sua deusa “Tupã”, que mostrasse a seu pai uma forma de evitar que tal sacrifício tivesse que voltar a acontecer. Até que durante a noite,  Iaçá ouviu o choro de uma criança, saiu então da tenda e viu sua adorada e sacrificada filha a sorrir junto ao pé duma bela palmeira.

No inicio não soube como reagir, mas depois lançou-se, a correr, em direção de sua filha, abraçou-se a ela, mas misteriosamente, deparou-se com uma palmeira e a criança desaparecera.

Iaçá, incontrolável, chorou incessantemente até que desfaleceu. Na manhã seguinte, o corpo de Iaçá, foi encontrado, já sem vida, mas  ainda abraçado à palmeira. Mas apesar de morta, o seu rosto irradiava um sorriso de satisfação, enquanto,  mesmo tempo, os seus olhos negros, fitavam o alto da palmeira.
Itaki olhou e viu que tal palmeira tinha um cacho de pequenas frutas pretas, ordenou que fossem colhidas e que iniciaram uma nova era de prosperidade para o seu povo e dessa memória ficou o famoso “vinho de Açaí“, anagrama de Iaçá

América do SulBelém do ParáBrasil

Automatico • 31 de Março de 2012


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